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Recreação Magazine: Olá professor
Flaubert... Paçoca... posso te chamar assim? É um grande
prazer recebê-lo conosco...
Recração Magazine: Como você descobriu as Danças
Circulares? Qual seu envolvimento com este assunto?
Flaubert:
Eu
descobri as danças circulares no curso de pós-graduação em jogos
cooperativos, na qual sou especialista. Como obtive contato
diretamente no módulo da pós, pude desenvolver um interesse maior
através do estudo, na qual pude comprovar a importância da dança em
diversas localidades do mundo e para os vários povos que praticavam
por acreditarem em algo maior, daí o fato de serem sagradas. Hoje eu
utilizo nas minhas aulas de educação física e principalmente nos
cursos que ministro sobre jogos cooperativos e em atividades
recreativas que focalizo,
Recreação Magazine: Como surgiu e qual a utilidade original
das danças circulares?
Flaubert: A
dança surgiu desde o surgimento do homem, e a sua finalidade sempre
foi a de integrar os povos.
Recreação Magazine: Como estas danças chegaram e se
introduziram no Brasil? Existem Danças Circulares típicas do
Brasil?
Flaubert:
Muitos focalizadores buscaram através de suas viagens descobrir
um pouco da cultura do mundo. Uma destas focalizadoras, chamada
Renata Ramos, foi até a Escócia numa "Eco-Village" chamada Fundação
Findhorne, onde das diversas atividades realizadas tinham módulos de
danças circulares. Hoje ela é uma das maiores divulgadoras,
organizando work-shop, palestras e festivais de danças Circulares.
Quanto ao Brasil, existem sim, principalmente nas regiões Norte,
Nordeste e Centro-Oeste do país.
Recreação Magazine: É possível usar as danças circulares como
um instrumento educacional? O que poderíamos desenvolver através
desta prática?
Flaubert:
Sim, pois através das danças circulares conseguimos prover a
integração do grupo e aprender sobre outras culturas.
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Conheça Melhor

Flaubert Garcia (Paçoca)
Histórico Pessoal
Natural de São Paulo,
moro aqui desde que nasci, nas horas vagas gosto de ir ao cinema,
shows e sair com os amigos para descontrair. Gosto também de
internet sou um cara antenado no que acontece com no mundo, por
causa da minha profissão devo estar sempre atualizado, cultivo
hobbies da infância, como colecionar álbuns de figurinha, gibis e
jogar vídeo-game.
Histórico Profissional
Formado em Educação
Física e Pedagogia
Pós-Graduado em Jogos
Cooperativos
Professor da rede
Pública e Privada do Estado de São Paulo
Coordenador de Lazer do
Nippon Country Club
Atuando na área de
recreação há 15 anos
Principais locais de
atuação profissional (Bourbon Resort – Foz do Iguaçu-PR, Hotel
Casagrande – Guarujá-SP, Condomínio Tortugas – Guarujá-SP,
Acampamento Aruanã – Embu-Guaçú-SP, Joy Viagens e Turismo – SP)
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Recreação Magazine: A recreação também vem usando muito as
danças circulares. No entanto escutamos de tradicionalistas que este
uso como brincadeira é um desrespeito ao contexto "sagrado" das
danças. O que você acha isto?
Flaubert:
Bem, como focalizador tenho a seguinte opinião: nada podemos
guardar com nós mesmos. A partir do que multiplicamos conseguimos
atingir algo maior que é a integração e principalmente o contexto de
"Com–Unidade". Acredito que recreadores possam sim focalizar
qualquer dança, só tenham cuidado de explicá-las a fundamentação é
muito importante. Se for um momento lúdico sem problemas, mas
se for algo mais a fundo deixe para um especialista.
Recreação Magazine: Como e em que situações você usa as
Danças?
Flaubert: Sempre
utilizo nos finais de palestras, assim consigo finalizar um contexto
que estou abordando e integrar ainda mais o meu grupo ou em
work-shop de dança circulares no qual explico os passos e a
fundamentação de cada dança. Também nas aulas de educação física
como momento lúdico e integrativo.
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Recreação Magazine: Que perspectivas você tem para o futuro,
tanto das Danças Circulares como da recreação como um todo, como
elementos ligados à educação? Para onde você acha que a área
deveria caminhar?
Flaubert:
Acredito num futuro promissor, com profissionais gabaritados que
acreditem no trabalho, que utilizem não só as danças circulares, mas
qualquer outra ferramenta para promover e melhorar as atividades
recreativas. O fato de educadores estarem envolvidos no contexto
geral, me faz crer que a área esta caminhando para uma crescente
muito promissora. O que precisamos é de especialistas com curso
superior e conhecimento teórico / prático além de parceiros
(escolas, clubes, acampamentos, hotéis) que incentive sempre o nosso
trabalho, e valorize também.
Recreação Magazine:
Agradecemos muito sua participação e nos colocamos a disposição para
auxiliar na divulgação e na reflexão sobre este tema tão rico que é
o tema "Danças Circulares" |